12

Out

2009

Need for Speed: Shift - Análise Versão para impressão Enviar por E-mail
5.0/5 (1 voto)

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Eis que nos chega às mãos a última proposta da série Need for Speed, desta feita com Shift. Depois de fugir à Polícia, das corridas em cidade, em carros tão alterados que fariam corar de vergonha qualquer tuner e de vestir a pele de um polícia infiltrado no submundo das corridas ilegais, em Undercover, chega a vez de mergulhar no mundo das corridas de Turismos.

Se estão curiosos e querem descobrir mais, continuem a ler a nossa análise.

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Need for Spped Shift é a tentativa de captar adeptos  de uma nova geração para uma das séries mais míticas dos videojogos.  Desta feita sob a responsabilidade da Slightly Mad Studios, que conta com alguns dos responsáveis por projectos como GTR2 e GT Legends, Need for Speed Shift tem a marca indelével dos simuladores de condução fundindo-se na perfeição com o melhor estilo arcade, num título perfeitamente capaz de agradar aos dois mundos.

Numa primeira impressão, destacam-se os vídeos introdutórios, cheios de acção,  durante os quais nos são apresentados os objectivos deste jogo: ir evoluindo ao longo de quatro níveis, até conseguir entrar no restrito mundo do NFS World Tour, que consiste numa série de provas à volta do mundo, em duas séries, culminando numa prova final, na qual é decidido o grande vencedor deste World Tour.

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Iniciamos a nossa carreira com um punhado de dinheiro, com o qual nos é possível comprar o primeiro carro. Posteriormente é-nos permitido alterar o aspecto visual, quer recorrendo à aplicação de elementos decorativos (vinil) quer através da alteração da própria carroceria. Podemos ainda optar por diferentes tipos de jantes.

Um dos pormenores soberbos deste título, é o realismo dos sons dos motores e da sensação das forças G que quase sentimos a massacrar-nos durante cada  prova, desde o carro mais pacato da colecção até ao potentíssimo Bugatti Veyron, uma autêntica besta do asfalto que nos leva a velocidades de mais de 300 Km/h. A sensação de potência que nos é dada pelo som do motor, pela vibração do comando (que é de um realismo soberbo) e pela velocidade  que nos é transmitida levam-nos a sentir um arrepio de medo durante a condução. O modo de condução dentro do cockpit contempla todos os detalhes dos modelos, dando a sensação de estar de facto dentro dos próprios carros.

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Nota-se durante todo o jogo a preocupação dos seus criadores em adequar o jogo ao estilo de cada jogador -  o primeiro contacto com o nosso bólide consiste numa primeira corrida rápida, na qual são avaliadas as nossas capacidades e estilo de condução, para que de seguida possamos escolher os modos de dificuldade e ajudas de condução que melhor se ajustam à nossa habilidade (ou falta dela).

Existem vários tipos de corridas, nas quais nem sempre interessa apenas a posição final. Existem corridas mistas (corrida + objectivos a cumprir durante a mesma),  eventos mistos (série de várias corridas+objectivos a cumprir) e drifting, entre outros.nfs_04

É durante estas provas que nos deparamos com um sistema de avaliação bastante completo e que permite que cada um possa evoluir no jogo independentemente do tipo de condução e das suas capacidades.  Em primeiro lugar, dependente do lugar em que terminemos a prova, recebemos estrelas, que nos irão permitir passar às provas de nível seguinte. Mas não se fica por aqui a avaliação: durante cada prova é avaliada a precisão e agressividade da condução, para as quais contribuem as ultrapassagens limpas, as trajectórias perfeitas, ou em contraponto os toques, as ultrapassagens forçadas e os abalroamentos aos adversários. Esta avaliação é feita através da atribuição de pontos, que nos vão permitir evoluir ao longo dos 50 níveis de destreza enquanto piloto.nfs_06

São também apresentados no lado esquerdo do ecrã vários objectivos, tais como completar um determinado nível de pontuação, terminar numa determinada posição, ou fazer entrar em pião um determinado número de adversários. De notar que estes objectivos vão variando de prova para prova, o que contribui para que o jogo não se torne monótono.Existe ainda um outro objectivo que é o de dominar as curvas, ou seja, conseguir as melhores trajectórias em cada curva do circuito.

Todos estes itens servem para a atribuição de pontos e medalhas, que vão enriquecendo a nossa carreira de piloto.

O sistema de informação no ecrã é apresentado de forma completamente diferente do habitual: em vez da informação estática no ecrã, temos a informação em perspectiva e flutuante, o que significa que de cada vez que a nossa condução leva a que o nosso bólide sofra umas sacudidelas, essa mesma informação também sacuda, acompanhando todos os solavancos a que submetemos o nosso carro.nfs_07

Nota positiva para a Inteligência Artificial dos nossos adversários, que deixaram de ser autênticos mecos para se constituírem como verdadeiros adversários, com reacções imprevisíveis, e que vão acompanhando a nossa evolução no jogo, sendo um entrave cada vez mais complicado de ultrapassar.

Como nota menos positiva fica o tempo um tanto ou quanto excessivo que duram os loadings antes de cada prova, o que acaba por arrefecer um pouco o entusiasmo e o ritmo frenético do jogo.

Quanto ao modo online, nada a apontar, estando ao nível dos últimos títulos desta série.

Jogabilidade: 9

Desempenho técnico: 8

Entretenimento: 9

Longevidade: 9

 

Apreciação global: 9

Acessos: 1189

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