Dois anos depois de termos tomado o controlo de Nathan Hale em luta contra a invasão dos quimera no Reino Unido, surge Resistance 2 e mais quimera para matar.
Depois de terem criado franchises populares como Ratchet & Clank e Spyro nas duas primeiras consolas da Sony, coube à Insomniac Games a responsabilidade de entregar uma killer app aquando do lançamento da PlayStation 3. Afastando-se do género a que nos tinha habituado até então, surgiu um FPS chamado Resistance: Fall of Man que foi recebido duma forma bastante positiva pela crítica e principalmente pelos fãs.
O jogo retoma a acção no ponto em que Resistance: Fall of Man a tinha deixado. Depois de destruir a torre dos quimera no Reino Unido, Nathan Hale é dado como morto na explosão, mas um helicóptero com soldados misteriosos recolhem-no no meio da floresta. Dentro deste helicóptero está um grupo chamado Sentinelas, ao qual Hale se irá juntar para travar a invasão dos quimera em território norte-americano, o único território ainda sob controlo do Homem.
Este é a motivação de toda a campanha. O objectivo é evitar a todo o custo a extinção da Humanidade vivendo situações que, apesar de bastante simples, conseguem transmitir a ideia de que estamos realmente num mundo sem esperança.
Uma das mudanças mais notórias em relação ao original, é o facto das cutscenes já não serem narradas na terceira pessoa mas sim na primeira, focando a personagem principal e proporcionando uma maior ligação com Nathan Hale. Contudo, perde-se a possibilidade de um maior conhecimento sobre a história em geral. Ainda assim, note-se que a dita história é contada em vários Intel espalhados pelos diferentes mapas, recomendando-se vivamente a sua leitura para uma maior compreensão de toda a trama.
A história do jogo é mesmo um dos pontos mais positivos, demonstrado bastante coerência para com o que foi contado no original, sendo que é notório que a Insomniac Games pensou neste Universo desde o início, dando ao público uma história credível e com alguma complexidade.

Outras mudanças prendem-se com aspectos da jogabilidade, tais como só se poder carregar 2 armas ao mesmo tempo, ou a existência de um regenerador de energia que aproximou Resistance 2 da maioria dos FPS do mercado, mas que, de certa forma, retiraram alguma identidade ao jogo. Aliás, a decisão de limitar o número de armas disponível levou a que, para determinadas situações, existam armas convenientemente colocadas - o que retira a indecisão do jogador acerca da arma mais adequada para cada situação.
Graficamente, o jogo trocou o cinzento por uma palete de cores bastante mais diversificada tornando-o mais colorido. Por outro lado, em termos técnicos, consegue passar do excelente para o razoável consoante os níveis, levantando a questão se tal não se deverá ao pouco tempo que a Insomniac Games dispõe entre lançamentos de jogos.
Ao longo de 8 horas, o jogador irá deparar-se com vários confrontos de elevada intensidade e com alguns bosses imponentes mas que, apesar de tudo, são bastante fáceis de ultrapassar. Apesar da inteligência artifical se revelar bastante competente na maioria da campanha, é algo que não se verifica nos vários bosses, sendo que, em algumas dessas batalhas, é inevitável sentir que fomos levados pela mão.

Grande parte das armas do original estão de regresso, contando ainda com a inclusão da Magnum, Wraith e V7 Splicer. Estas novas armas são mesmo das mais divertidas e úteis para usar, com a Magnum a ser capaz de matar com um só tiro e a permitir que essa mesma bala tenha a capacidade de ser detonada à distância, matando quem estiver na proximidade. Quanto à V7 Splicer, lança lâminas que fazem ricochete em várias superfícies até encontrarem um inimigo e tirarem-lhe um ou mais membros.
Apesar de oferecer uma campanha bastante sólida, o destaque de Resistance 2 é mesmo o seu fantástico multiplayer separado em 2 modos: competitivo e cooperativo.
No modo competitivo, podemos tomar partido numa épica batalha até 60 jogadores. E, enquanto outros jogos são injogáveis mesmo com um máximo de 10 jogadores online, este jogo consegue a proeza de não ter qualquer lag mesmo com batalhas frenéticas. Estão disponíveis 4 modos de jogo (Deathmatch, Team Deathmatch, Skirmish e Core Control) em vários mapas com diferentes versões consoante o número de jogadores presentes na sala.
O modo cooperativo, ao contrário do que acontecia em Resistance: Fall of Man consiste numa campanha à parte - em que podem participar até 8 jogadores - sendo que estão disponíveis 3 classes diferentes (soldado, special ops e médico) e é este o factor que torna este modo cooperativo em algo único. Numa missão em modo cooperativo é preciso que todos cumpram o seu trabalho porque, se não o fizerem, a missão irá acabar em fracasso; esta sensação de dependência dos companheiros é algo que se sente em todos os momentos. O sistema de pontuação implementado é perfeito, pois beneficia quem cumpre o seu trabalho e não quem mata mais. Quando se joga numa equipa em que todos cumprem o seu papel, a sensação é indescritível.

Resumindo, Resistance 2 tem as suas falhas e não é um jogo que vá ficar na história como um marco dos videojogos, mas tudo o que faz, faz bem. É um jogo que oferece uma quantidade de conteúdo fenomenal, proporcionando bastantes horas de divertimento seja numa campanha com vários momentos épicos, seja numa batalha contra outras pessoas no modo competitivo, seja em cooperação com outras 7 pessoas. Sem qualquer dúvida, um jogo a não perder.
Jogabilidade: 9
Desempenho técnico: 8
Entretenimento: 10
Longevidade: 10
Apreciação global: 9
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